Jesus faz seu primeiro milagre no Flamengo

PÓS JOGO DA DECISÃO DAS QUARTAS DA LIBERTADORES 







































Enfim, o Flamengo chegou. Após 35 anos, o time carioca está classificado para disputar a semifinal da Copa Conmebol Libertadores de 2019. Maduro. Protagonista. Corajoso. Características que o time carioca adquiriu com a chegada de Jorge Jesus, o português que precisou cruzar o Atlântico para resgatar o DNA que o torcedor flamenguista sempre cobrou do seu time, hoje, milionário. Para além, o técnico estrangeiro, assim como Sampaoli, tem mostrado ao futebol brasileiro algo que sempre foi marca do nosso próprio futebol: O jogo bonito. O futebol ofensivo, técnico, vertical e implacável. Um estilo de jogo que dá sim muito resultado, além de oferecer um espetáculo bem melhor que as persistentes retrancas, amadas por boa parte da "velha escola" dos treinadores brasileiros.
O jogo em si evidenciou a dicotomia de estilo. O inter de Odair jogava com casa cheia, precisando reverter um placar de 2x0. Esperava-se um time com muita intensidade desde o início com velocidade e bastante agressividade. A realidade não passou nem perto da expectativa. O que os cerca de 47 mil colorados viram no Beira-Rio foi um time apático, espaçado, nervoso e preguiçoso. Seguramente, a pior partida do Internacional sob comando de Odair Hellmann. Linhas baixas, marcação frouxa em todos os setores do campo e a maioria dos duelos individuais perdidos. Na criação, a mesma apatia e desorganização prejudicava as tramas de ataques, visto a dificuldade de aproximação dos jogadores para triangulações. Jogadas individuais somente no segundo tempo com Wellington Silva. No mais, o Inter foi completamente inofensivo. A escolha por Sobis foi a pior possível, e mesmo após o gol achado na bola aérea, o tudo ou nada equivocado de Odair derrubou a já remota chance de classificação. O Flamengo fez o jogo dele, organizado na hora de subir suas linhas para pressionar a defesa adversária e fechando os espaços no meio de campo e nas alas. Quando queria, achava espaço facilmente entre os zagueiros colorados com Gabriel que foi o pior do time na noite, apesar do gol, dado por Bruno Henrique. Uma eliminação seria em grande parte na sua conta após as três chances claríssimas desperdiçadas na eliminatória. A classificação com muita propriedade premia o grande trabalho de Jorge Jesus, sobretudo na identificação das carências que o elenco estrelado ainda tinha. Compôs uma grande zaga com Marí e Rodeio Caio e as laterais com Rafinha e F. Luís, além de trazer o "Joker" Gérson. Simpatizante do futebol bem jogado com organização defensiva, Jesus mudou o Flamengo da água pro vinho.

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