Bússola nacional voltada pro sul - Parte 1: Ganhou quem jogou.

Em jogo movimentado, o Athlético é o único a jogar efetivamente e bate o Internacional na Arena da Baixada


Fonte: https://athletico.com.br/

O Internacional foi ao Paraná para a primeira partida da final com a mesma proposta dos jogos recentes de mata-mata fora de casa. Preso, medroso e defensivo. O time de Odair deixou claro que estava ali para conseguir um resultado reversível no jogo de volta. Foi o que aconteceu. O Athletico venceu por 1x0 com gol de Bruno Guimarães e leva a vantagem, será que o Inter conseguirá reverter? 


  • Avaliação do jogo
O jogo em si foi agradável e de bom nível técnico, o que era obrigação para uma final de Copa do Brasil cujo o prêmio gira em torno de 50 milhões de reais. O que foi incompatível com a grandeza da partida era a postura do Internacional. A equipe do Rio Grande do Sul se defendeu durante todo o jogo, beirando os 22% de posse de bola no primeiro tempo. Odair repetiu Nico Lopez para tentar ter algo de ofensividade. O uruguaio tentou muito, tentou puxar contra-ataques e achar tabelas entre as linhas de marcação do CAP, mas com seus companheiros preocupados demais com a defesa, a timidez do time ofereceu pouquíssima ajuda ao jogador. O Inter não criou nenhuma chance clara de gol, tão pouco causou chances de perigo, as chegadas foram raras, destaque para o corte de Wellington quando a bola sobrou para o volante Lindoso na pequena área do Athletico. Por extensão, as mexidas de Odair Hellmann foram um combo de trocas de seis por meia dúzia. W. Silva por Nico, Edenilson por Nonato, Sóbis por D'alessandro. O comandante colorado alterava peça por peça somente para recompor o fôlego do time sem mudar a característica defensiva do time. O sistema de defesa até que "funcionou", foi eficiente nos cortes com Moledo. A última linha de zaga foi bastante segura na partida e estava bem postada evitando que o placar do jogo fosse mais elástico.


Enquanto isso, o time da casa sufocava o Inter o tempo inteiro. Muito agressiva, a equipe de Thiago Nunes subia a marcação levando o adversário ao erro. Chegou-se a ver OITO jogadores do Athletico pressionando uma cobrança de lateral no campo do Inter. O ótimo técnico rubro negro foi inteligente na estratégia de furar o ferrolho colorado. O posicionamento aberto e ofensivo dos seus laterais empurravam os pontas e laterais do Inter, o que conferia amplitude no campo e gerava espaços no meio onde o Bruno Guimarães e o Léo Cittadini podiam se posicionar nas costas de Patrick e Edenilson. Logo, os passes entravam por ali em grande volume deixando a zaga adversária exposta e em inferioridade numérica. Quando o meio congestionava, as inversões de Nikão encontrava o Rony na outra ponta no mano a mano, no qual ele levava bastante vantagem. Foi assim o jogo todo. Até que o domínio surtiu efeito com o Gol de Bruno Guimarães (olho nele pra seleção) após jogada iniciada com Tonny Anderson colocado por Thiago Nunes no lugar de Léo Citadinni. Mesmo após o gol, o furacão continuou agredindo bastante o Inter que parecia confuso entre atacar e defender, acabando por optar sempre pela segunda opção. Por sorte dos colorados, o jogo terminou no placar mínimo.

O Internacional "conseguiu" o que queria. A decisão ta aberta e o placar é completamente reversível. Pra quem abdicou de jogar, ficou no lucro o 1x0, porém no segundo jogo terá, mais do que nunca, de fazer valer a sua campanha diante de sua torcida. O Furacão não deve se defender, e talvez, jogar apenas um jogo não seja suficiente pro time gaúcho encerrar a fila de títulos nacionais. 


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