Clube dos cinco: Haverá mais uma dança das cadeiras no futebol brasileiro?

São Paulo, Corinthians, Cruzeiro, Atlético Mineiro e Fluminense. Como esses cinco clubes podem aproveitar as mudanças nos seus comandos técnicos? 



O São Paulo, provavelmente, deu a largada pro que pode ser um grande rodízio de técnicos no futebol brasileiro quando demitiu Cuca na tarde desta quinta feira (26). O treinador deixou o clube paulista após assumir que não consegue mais fazer a equipe evoluir o seu futebol. Cuca deixa o São Paulo com 49% de aproveitamento após 26 jogos, 9 vitórias, 10 empates e 7 derrotas. E pouquíssimo futebol jogado. Nessa mesma perspectiva, mas em situações diferentes, se encontra o Corinthians de Carille, o Fluminense de Oswaldo de Oliveira, o Atlético MG de Rodrigo Santana e o Cruzeiro de Ceni. Esses clubes convergem no que se refere ao descontentamento das torcidas com o futebol apresentado, e portanto, estão na iminência de demissão de seus comandantes. 


Com pior ataque e pior defesa sob o comando de Oswaldo, o Flu deve demiti-lo para tentar se recuperar no Brasileirão. Eliminado da Sulamericana e com problemas com o elenco, Carille também está na corda bamba, apesar da diretoria ter a intenção de mantê-lo, o que pode mudar com mais derrotas. No Galo, uma eliminação na Sulamericana aliado às sete derrotas consecutivas no Brasileiro deve fazer com que Rodrigo Santana caia. E no Cruzeiro, rivalizando no vestiário com os medalhões e sem conseguir fazer a equipe engrenar, Rogério Ceni também deve ser demitido nos próximos dias. Diante disso, essas equipes não podem ceder a tentação de somente promover uma realocação dos técnicos demitidos. O ideal seria buscar um projeto de estilo de jogo e mudança de mentalidade, sobretudo para os que investiram mais em seus elencos e querem brigar por Libertadores ou título. Dessa barca de treinadores, Rogério Ceni é o mais promissor. Por conseguinte, é a melhor opção dentre eles. Carille seria útil à um time que precisa fortalecer sua defesa para somar pontos de qualquer forma, caso do Fluminense. No mais, os clubes devem apostar na renovação, procurando treinadores no mercado com um estilo de jogo moderno, ofensivo, que tirem o máximo de qualidade dos seus jogadores ao invés de suprimi-las (Fernando Diniz). 


É tempo de dispensar o retrógrado que já não dá mais resultado e investir no futuro organizado com trabalhos que possuem e valorizem a qualidade futebolística.


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