Análise em destaque

Moderno, o Flamengo sobra no Brasil parado no tempo

Time de Jorge Jesus chega a sua sétima vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro


No Mineirão, o Flamengo bateu o Cruzeiro por 2x1 e chegou a sua 7º vitória consecutiva no Brasileirão, feito inédito na história do clube carioca, e segue líder isolado da competição. Os gols da partida foram marcados por Thiago Neves, de pênalti, pelo Cruzeiro; Gabriel e Arrascaeta marcaram pelo Flamengo. 

  • Análise Crítica
Em Belo Horizonte, o líder do campeonato mostrou mais uma vez o porquê de estar ocupando o primeiro posto. O jogo em si foi bastante movimentado com os dois times procurando jogar e criando chances claras de gol. Dentro dos dois tempos, ambos oscilaram entre momentos de domínio com intensidade e de conformidade com uma queda no ritmo. O Flamengo começou no seu melhor estilo, marcando alto, pressionando, parecia que era ele o time da casa. Em vista disso, saiu o primeiro gol após uma saída errada da defesa cruzeirense que culminou no 17º gol de Gabriel Barbosa de cabeça derivado de um cruzamento certeiro de Gérson. Com o 1x0, a equipe rubro negra diminuiu a intensidade e passou a tentar controlar o jogo. E conseguiu por alguns minutos. Em contrapartida, o Cruzeiro ia aumentando a velocidade na transição tentando usar a fragilidade das costas dos laterais veteranos do Flamengo. Também tiveram sucesso. O Cruzeiro empatou, ainda na primeira etapa, com Thiago Neves cobrando o pênalti cometido por Rodrigo Caio em Pedro Rocha. A partir daí, o Cruzeiro foi crescendo na partida...

No segundo tempo, até os 20/25 minutos, o jogo foi todo do Cruzeiro que após a entrada de Ezequiel na vaga de Thiago Neves ganhou ainda mais voltagem. A equipe de Minas Gerais aproveitava todos os contra-ataques explorando as tabelas e bolas em profundidade nas costas de Rafinha e Filipe Luís. Contudo, o Flamengo continuava a dar sinais de que o seu mortífero ataque liquidaria o jogo. Arrascaeta ainda achou Bruno Henrique sozinho que cabeceou, mas Fábio defendeu. Depois, o Cruzeiro teve uma bola na trave. O jogo era franco. O deslocamento de Gérson para a ponta após a entrada do volante Piris da Motta na vaga do Vitinho contribuía mais para o domínio do setor ofensivo cruzeirense que ganhava o meio de campo. 

Não deu resultado efetivo.

O Flamengo voltou a equilibrar a partida e ficou novamente à frente do placar com uma jogadaça coletiva de Arão que cruzou e o Gabigol com um lindo corta-luz deixou para o uruguaio Arrascaeta, sozinho, arrematar pro fundo das redes. Jorge Jesus tem feito a sua equipe esbanjar coletividade, algo raro no futebol desorganizado e de baixo nível técnico do Brasil. Aqui, pensam que organização é apenas defensiva, se trata somente de postar bem a sua defesa e os seus jogadores, marcando médio. O treinador português, portanto, prova a cada rodada que a melhor defesa é o ataque. As triangulações, as jogadas de aproximação, a projeção dos volantes no ataque, as trocas de posição, velocidade e entrada em massa dos meias na área demonstram uma organização das mais qualificadas e justificam o fato da equipe ser a que menos precisa finalizar para fazer um gol, ao passo que também é uma das que mais finalizam. Um arsenal poderoso e, por enquanto, imbatível! 



Comentários