O "Ônix Team" de Carille

Sólido na defesa e preso nos demais setores, Carille transformou o Timão em "11 Pokémons de pedra".

Na atual temporada, o Corinthians possui 55 jogos completos, 24 vitórias, 19 empates e 12 derrotas. Desempenho razoável no conjunto, certo? No Campeonato Brasileiro, ocupa a 5° posição com 35 pontos em 20 jogos. Venceu 9. Contudo, os números mascaram um futebol pobre, penoso, ruim de assistir e em ritmo de queda.
Nos últimos 5 jogos na temporada, foram duas vitórias, um empate e duas derrotas. Uma delas, na Copa Sulamericana, se destaca pela forma como o time de Itaquera foi envolvido pelo adversário dentro da sua casa sem conseguir esboçar qualquer tipo de reação. O placar foi de 2x0 pro Independiente Del Valle e poderia ter sido mais. Ainda remando nos resquícios de Tite, o atual comandante não consegue dar mais que solidez defensiva à sua equipe. Por conseguinte, também parece ser incapaz de conferir dinâmica ofensiva ao seu time, tão pouco fazê-lo ser agressivo. O Corinthians quase sempre é uma equipe reativa que joga esperando um erro do adversário para uma puxada de contra-ataque. Detalhe, ela não força o erro, mas espera o erro. São 11 jogadores de pedra coletivamente, os quais são assim por inteira responsabilidade do seu técnico. Analisando as características do elenco, em todos os setores encontram-se jogadores de boa qualidade técnica, como Gil, Fagner, Avelar, Gabriel, Júnior Urso, Sornoza, Matheus Vital, Clayson e por aí vai. Portanto, é até impressionante como o Carille conseguiu transformar jogadores de qualidade em um conjunto amarrado e pragmático. 
Para se ter uma noção concreta, o Corinthians possui média de apenas 1,15 gols por jogo no Brasileirão, levando em média 78 minutos para marcar em uma partida. Ou seja, a equipe normalmente marca nos minutos finais, na base do abafa e do desespero, tendo em vista a incapacidade de tramar jogadas durante o resto do jogo. Outro dado que ilustra o quão emperrado é o time paulista, é o que diz respeito às vitórias. Das nove, seis foram pelo placar mínimo. Se analisarmos por placar, o Corinthians fez apenas UM OU NENHUM GOL em QUINZE das vinte partidas realizadas até agora na competição. São números alarmantes pra um time do tamanho do Corinthians e pela qualidade de seu elenco. O risco de eliminação na Sulamericana é altíssimo tendo que reverter um placar de dois gols fora de casa, algo que o time de Carille ainda não fez, inclusive. No Brasileiro, se classificar para a Libertadores será uma missão bem árdua com a competição aumentando sua dificuldade de disputa à medida que caminha para as rodadas finais. Logo, em um cenário de ruptura com esse tipo de estilo de jogo, o comandante terá de se reinventar para continuar no cargo. 


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