50 anos em 50 jogos de Jorge Sampaoli pelo Santos

Treinador Argentino chegará a marca no clássico contra o Palmeiras na Vila Belmiro, quarta (09) às 21:30


Contratado no final de 2018, Sampaoli chegou ao Santos para iniciar uma nova era, não só na baixada santista, mas no futebol brasileiro como um todo. Sua característica de forte apreço pelo futebol ofensivo ou "futebol total" casou perfeitamente com o DNA santista. Com ambos remando para o mesmo lado, o técnico Argentino teve carta branca para implementar sua filosofia de trabalho no clube e, após 49 jogos, os resultados já se mostram de maneira bem expressiva dentro e fora das quatro linhas. O Santos ocupa a terceira colocação no Campeonato Brasileiro e vem jogando um futebol da melhor qualidade. 

Ao longo dessas 49 partidas e quase 10 meses de trabalho, o Santos sob a batuta de Sampaoli conquistou 26 vitórias, além de 11 empates e somente 12 derrotas. Um aproveitamento ótimo de 60,5%. O trabalho levou certo tempo para engrenar, inclusive amargando algumas goleadas que geraram desconfiança na efetividade das ideias do treinador. Contudo, foi no Brasileirão que o Santos deslanchou seu futebol. Com um esquema tático muito ofensivo e inovador, a equipe chegou a liderar o campeonato por algumas rodadas. As intensas trocas de passes, a marcação alta e agressiva, os "triângulos" para facilitar a construção das jogadas e o deslocamento de Victor Ferraz para o meio campo durante a partida são marcas da revolução de Sampaoli no futebol santista. A equipe paulista passou a ser sinônimo de bola bem jogada. Os "triângulos" mencionados acima nada mais são que o posicionamento de três jogadores (lateral do lado, o meia e o ponta) próximos formando um triângulo mesmo, de forma que o jogador que inicia a saída de bola encontre um desses triângulos e, assim, os componentes , possuindo duas, as vezes três, opções de passe tenham mais condições de criar jogadas. O Santos virou uma máquina de criar chances e gerar finalizações. No Brasileiro, é o líder de finalizações por jogo, o 2º que mais cria grandes chances (56!!!) e o 4º melhor ataque da competição. A compactação gerada pelo fator Victor Ferraz também agrega na redução de riscos de contra ataques, bem como favorece o "perde e pressiona". Bom futebol gera resultado, e tem sido desse modo que o clube cujo valor de mercado do elenco é apenas o 7º dos 20 times ocupa a 3º posição no campeonato nacional.

É claro que nem tudo é bônus. O Santos tem caído de rendimento fisicamente em algumas partidas e perdeu fôlego na competição, além do estilo de jogo possuir alto risco, nada que anule a coragem "revolucionária" aliada a competência de Jorge Sampaoli.

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