"Manobol" impede Palmeiras de ser novamente campeão brasileiro

Com pouquíssima sofisticação ofensiva tática e técnica, Palmeiras só empata com o Corinthians no Pacaembu


Precisando vencer para pressionar o líder Flamengo, time de Mano Menezes cria muito, mas joga pouco, se salva com gol nos acréscimos de Bruno Henrique e vê o título cada vez mais longe. 

O jogo no Pacaembu foi, de maneira geral, bem morno, além de fraco técnico e taticamente. O Corinthians no 1º tempo foi até melhor. Teve mais volume de jogo, subiu sua marcação pra pressionar o Palmeiras, beirou os 60% de posse de bola e criou algumas chances de perigo. Dos dois times, foi quem mostrou algo a mais no aspecto tático. Coelho pôs três volantes com Ramiro e Júnior Urso tendo um pouco mais de liberdade que Gabriel. Essa trinca compactava o meio do Corinthians que era muito combativo e levava a melhor na segunda bola. Com Janderson, o time tinha velocidade na ponta esquerda, porém concentrava muito as jogadas por aquele lado, sendo assim, muito previsível. Por outro lado, o Palmeiras deixava muitos espaços entre os setores, o que resultava em pouca aproximação dos seus jogadores na transição e na construção de jogadas ofensivas. Contudo, o panorama da partida mudou completamente na etapa final, embora o pragmatismo do Palmeiras não. 

No 2º tempo, a equipe de Itaquera abriu mão da partida para somente se defender. Talvez o espírito de Fábio Carille ainda estivesse pairando sob a cabeça dos jogadores corintianos. Com isso, o Palmeiras precisando da vitória veio pra cima. A etapa final foi um verdadeiro massacre do time mandante. Foram cinco chances criadas contra nenhuma do Corinthians. 14 a 3 em finalizações. No entanto, sem nenhuma surpresa, não foi um massacre de qualidade. O time de Mano Menezes mostrou o que sempre foi característica do atual técnico: a ausência de imaginação ofensiva. No total da partida, o verdão teve somente 78% de acerto nos passes, 50% nas 42 (!!!) bolas longas e 30% nas 30 bolas alçadas na área. Um desempenho que deixaria o Cuca orgulhoso. Sobrou "Cucabol" no derby, ou melhor, "Manobol". Portanto, é justamente por esse motivo que o maior campeão brasileiro provavelmente terminará o ano sem nenhuma taça. Faltam ideias no futebol palmeirense. Triangulações, jogadas trabalhadas, infiltrações e tabelas passaram longe do clube paulista esse ano, haja vista que sempre passaram longe de Felipão e Mano Menezes. 

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