Liverpool se consolida como o melhor time do mundo, enquanto o Flamengo é esperança de evolução pro Brasil

Clube carioca mede forças, faz questão de jogar, mas não impede o vice campeonato perante o imparável Liverpool de Jurgen Klopp




Henderson, capitão do Liverpool, ergue a taça de campeão do Mundial de Clubes 2019 - foto: UOL

O Liverpool conquistou o seu terceiro título no ano de 2019 após se sagrar campeão do Mundial de Clubes disputado no Qatar. Antes, conquistou a UEFA Champions League e a Supercopa da UEFA. 

Era o time a ser batido na Europa contra o time a ser batido na América do Sul. Liverpool e Flamengo chegaram na final do Mundial esbanjando confiança com ambos vivendo um excelente momento. Títulos, invencibilidades e recordes eram trazidos na bagagem das duas equipes que mais encantaram em 2019, guardadas as devidas proporções. Sempre que chega a época de disputa do torneio, emerge o debate sobre o desnível entre o futebol praticado na Europa e na América do Sul, bem como as formas distintas de encarar a competição. Dessa vez não foi diferente. Contudo, as especulações acerca de um Liverpool preguiçoso e descompromissado ficaram pelo caminho após as entrevistas do técnico alemão Jurgen Klopp, ainda que, de fato, a importância conferida ao título do torneio seja diferente para os dois continentes. A equipe inglesa pôs tudo o que tinha de melhor em campo na finalíssima e não teve meio centímetro de facilidade contra o Flamengo. 

A partida foi extremamente equilibrada com uma superioridade leve do Liverpool no todo, pois foi a equipe inglesa quem levou mais perigo ao gol do adversário durante os mais de 120 minutos. Diferente dos demais times brasileiros que disputaram finais contra europeus nos últimos anos, o Flamengo não só tentou, como conseguiu propor o jogo, ditar o ritmo da partida, chegando a atingir mais de 55% de posse de bola, algo que não se via desde o século passado. Mesmo os clubes que se sagraram campeões, como o Internacional em 2006, o São Paulo em 2005 e o Corinthians em 2012, não fizeram quase nada além do que se defender e sair no contra-ataque. Nesse sentido, o grande legado do time histórico do Flamengo de 2019 é a coragem e a competência em prol de sempre jogar futebol. Seja em casa ou fora, no seu país ou fora dele. Até mesmo contra a melhor equipe do mundo. Logo, mesmo não vencendo, é possível ver nesse time dirigido por Jorge Jesus uma "luz no fim do túnel", um norte a ser seguido pelo futebol brasileiro. Uma oportunidade de evoluir e fazer frente aos grandes centros. De retomar o posto de "país do futebol". A equipe rubro-negra alternou momentos de superioridade com um time conhecido por ser um assassino em série na Europa, que ostenta uma campanha histórica na Premier League com 100% de aproveitando na competição que já está chegando na sua metade. O Liverpool precisou jogar quase 100 min para, enfim, conseguir espaço para encaixar uma jogada em profundidade para Sadio Mané servir o brilhante Firmino que abriu o placar com extrema frieza e categoria. Partida para coroar um ano excepcional de duas mentalidades absolutamente virtuosas e exemplares.


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