O que Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo tem a oferecer à Vasco e Palmeiras?

Mesmo após diversos trabalhos comuns e sinais de obsolescência, alguns clubes ainda os veem com potencial para serem protagonistas

De um lado, um gigante adormecido tentando se reconstruir empurrado pela sua torcida que está cansada de ser coadjuvante na série A ou protagonista apenas de rebaixamentos. Do outro, um dos clubes mais ricos do Brasil cuja pressão por títulos e bom futebol cresce a cada ano. Esses serão os desafios de Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo, respectivamente. 

Entretanto, os tão vencedores treinadores têm acumulado trabalhos, quando não ruins, apenas comuns. Futebol previsível, pragmático, conservador e com pouquíssimo requinte tático, sobretudo, no setor ofensivo. Abel, em primeiro plano, teve o melhor ataque do país em suas mãos e nada fez. Depois, tentou apagar o incêndio no Cruzeiro e deixou o time com aproveitamento de somente 40%, além de apenas 3 vitórias em 14 jogos. Luxa, por outro lado, vem de um trabalho razoável no Vasco. Teve um início bastante promissor chegando a ficar alguns jogos sem perder, obteve uma importante sequência de 3 vitórias consecutivas, porém não teve capacidade para ir além. Uns culpam o elenco limitado do Vasco pela 12º colocação, mas a verdade é que a falta de desenvoltura ofensiva do time foi a grande responsável pelos parcos 49 pontos.

Tanto o Vasco de Luxemburgo, como o Flamengo e o Cruzeiro de Abel Braga apresentaram um futebol bastante pobre. Times engessados, com poucos passes trocados e pouca posse de bola, que nada tem a oferecer além de compactação defensiva tem sido tudo o que os técnicos souberam oferecer. Portanto, contratá-los é assumir o risco altíssimo disso se repetir, o que demonstra, no mínimo, o amadorismo persistente nas direções dos clubes tupiniquins. 

Para o Vasco, a reconstrução deve passar por apresentações melhores nas competições que disputa, inclusive brigando para vencer no que for possível. A Sulamericana é uma oportunidade acessível que se apresenta, mas com Abel as chances são reduzidas. Basta olhar o último campeão, o Independente Del Valle, cujo futebol demonstrado está além do teto que o técnico brasileiro pode atingir. Para o Palmeiras, a escolha é ainda pior. Vanderlei só conquistou 6 títulos em 14 temporadas, todos estaduais. Logo, a probabilidade que o treinador consiga superar o fantástico time de Jorge Jesus nas disputas pelos grandes títulos é bem baixa. Por fim, ambos os clubes precisam de menos corporativismo e "conhecimento do clube" e mais ideias novas, filosofias de trabalho modernas e eficientes.

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