Na moda, posse de bola pode ser chave do sucesso ou do fracasso de Fernando Diniz no São Paulo

Principal pilar e carro-chefe da carreira, Diniz precisará fazer a posse de bola "ganhar jogos" para o tricolor em 2020





Com aproveitamento de vitórias de apenas 32% na carreira de treinador, Diniz chegou à grandes clubes do futebol brasileiro pela grande valorização de suas ideias. A forma pela qual os seus times jogam despertou a admiração dos torcedores cansados de ver seus times amarrados em retrancas, algo irritantemente comum. Contudo, o treinador ainda não conseguiu conciliar seu estilo de jogo vistoso com uma quantidade expressiva de vitórias. E no São Paulo, clube incomodado com a seca de títulos que já passou dos 7 anos, o sucesso ou fracasso do comandante passará diretamente pela sua capacidade de se aperfeiçoar. 

Após o Oeste, onde fez grande trabalho e despontou no cenário de jovens treinadores, Fernando Diniz trabalhou no Atlético Paranaense e no Fluminense antes de ser contratado pelo tricolor paulista. Nesse contexto, tanto no rubro negro catarinense, quanto no tricolor carioca, a filosofia pautada fundamentalmente na manutenção da posse de bola e da imensa quantidade de passes trocados gerou times muito atrativos. Mas que ganhavam pouco. Aos que não eram envolvidos em alguma medida com esses clubes, assistir aos jogos de um time ofensivo e que fazia questão de jogar era seduzente. Afinal, não fazia muita diferença se perdesse ou ganhasse. No entanto, por mais contestável que isso possa parecer, o futebol é feito de resultado. Diniz não tinha resultado. Mesmo assim, conseguiu seduzir o Fluminense após a demissão do CAP e o São Paulo após demissão do Fluminense. Chegando sempre com a confiança de que seu bom futebol dê resultado.

Sendo assim, este ano a obrigatoriedade do resultado é a maior de sua carreira. Em um começo bem mediano no São Paulo na temporada passada, obteve bom aproveitamento. Em torno de 54% de aproveitamento no Brasileirão. Também classificou a equipe para a fase de grupos da Libertadores. Neste momento, dia 29 de janeiro, o São Paulo iniciou o Paulistão com duas boas vitórias consecutivas. Ainda assim, é preciso mais. A posse de bola, seu trunfo, sozinha, não ganha jogos. A falta de objetividade, o exagero no volume de passes trocados na zaga e a inconsistência defensiva ainda perduram como pontos de fraqueza do sistema de Fernando Diniz. 

Portanto, nessa temporada, após ter tempo para preparar a equipe e adaptar o sistema, espera-se que o treinador, bem como o São Paulo, enfim, vençam. 

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