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Flamengo começa 2020 como terminou 2019: Competindo contra si mesmo.

SUPERCAMPEÃO! Rubro Negro carioca levanta mais uma taça após atropelar o Athlético Paranaense na Supercopa do Brasil



 Elenco do Flamengo posando para foto de campeão da Supercopa do Brasil 2020. /Foto: Supercopa Brasil divulgação
O Flamengo iniciou 2020 dando passos largos rumo à hegemonia do futebol brasileiro. O placar de 3x0 mostrou mais uma vez a soberania do clube carioca em nível de desempenho. Com apenas uma perda em relação ao elenco campeão brasileiro e da Libertadores em 2019, a saída do zagueiro Pablo Marí para o Arsenal-ING, o rubro-negro jogou a Supercopa com praticamente os mesmos titulares do ano passado. Diferente do CAP, que perdeu a sua espinha dorsal e o técnico campeão da Copa do Brasil.

O jogo foi totalmente dominado pelo rubro-negro da Gávea. Do 1º ao último minuto, o Flamengo impôs ao furacão uma intensidade de marcação alucinante. No tradicional 4-4-2, Gabriel e Bruno Henrique não deram folga para a saída de bola do Athlético. Aliás, o 2º gol se deu justamente pela percepção e rapidez de Gabigol pra atrapalhar o recuo de Márcio Azevedo ao goleiro Santos, roubar a bola e completar pro gol aberto. Dorival, assim como 90% dos técnicos brasileiros, não soube como frear o volume de jogo do Flamengo. Alternando entre momentos de mais e menos ritmo, o time de Jorge Jesus controlou a partida com ótima precisão nos passes e muita consciência para encontrar espaços entre as linhas de marcação do adversário. Mesmo em início de temporada, a equipe demonstrou perfeita sincronia para executar as ações táticas ofensivas e defensivas no jogo. Mais uma vez, as linhas de impedimento da zaga funcionaram, assim como a cobertura de Diego Alves como líbero, as infiltrações e a velocidade do trio de ataque, o "perde e pressiona" em bloco médio e as trocas de posições dos 4 homens de frente. Não obstante, o Flamengo liderou praticamente todas as estatísticas, com destaque para: Posse de bola, posse no ataque, finalizações totais, finalizações certas, passes certos, desarmes e cruzamentos certos.

Ainda que parte das ideias de Jorge Jesus já reverberem nos estilos de jogo dos demais treinadores que aqui atuam, demandará tempo para que a execução dessas ideias atinja tal nível. O português realmente está e continua em um patamar muito acima. Com efeito, o Flamengo, agora ainda mais reforçado, também se encontra à parte do nível tupiniquim. Quem assistiu ao jogo de hoje pôde perceber que o clube carioca compete contra si mesmo. Os jogadores executam as ações, muito bem treinadas, no automático. É difícil imaginar que esse time não vá colecionar taças este ano e nos que se seguirão. A simbiose poder financeiro e comando técnico produziu uma "Superequipe" como nunca antes no futebol brasileiro.

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