Elenco qualificado decide partida dramática - Análise de Barcelona 1 x 2 Flamengo - Copa Libertadores

 Arrascaeta e Pedro garantem vitória dramática na aventura vivida pelo Flamengo no Equador, mas desempenho ainda segue fora do ideal

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Com diversos problemas no pré-jogo, o Flamengo entrou em campo com 11 desfalques em busca de uma vitória fundamental para não permitir que uma crise instaurasse dentro do clube contra um Barcelona que necessitava de uma vitória para seguir na disputa da Conmebol Libertadores.


ESCALAÇÕES INICIAIS



Com formação 4-1-4-1, o time rubro-negro apresentou novidades táticas, além das alterações forçadas. Arrascaeta foi escalado de forma mais centralizada, jogando por trás de Pedro. Gérson, mais aberto pela esquerda. Infiltração nos meias com a ocupação dos espaços foi o principal objetivo de Torrent para corrigir a estratégia tática da equipe em relação ao confronto contra o Del Valle.


ANÁLISE TÁTICA

  • Estratégias iniciais
O Barcelona tentava sair para o jogo e não esperava o adversário, buscando muitos toques na bola mas com passes rápidos, chegando com velocidade pelos lados, principalmente pela direita. Entretanto, o maior problema da equipe equatoriana era justamente a pressão do Flamengo, que desarmava com frequência seus jogadores.

Enquanto isso, Torrent acertou na escalação com Gérson mais solto, permitindo boas aproximações de Arrascaeta, Thiago Maia e Éverton Ribeiro. Com mais espaço para sair jogando e sem pressão eficiente da marcação adversária, o rubro-negro mostrava mais efetividade no início da partida.
  • Gérson: Solto e mais participativo
As possíveis dificuldades de entrosamento logo estavam sendo vencidas pela equipe brasileira, que abiu o placar com 5 minutos de partida, na qualidade e na falha do adversário, resultando no precoce gol do Flamengo.




Gérson avançou pela esquerda e fez boa jogada individual enquanto Pedro fazia a infiltração na área com total liberdade. Com um toque rasteiro, o artilheiro recebeu na área e abriu o placar.

  • Estratégia bem sucedida de Dome faz Barcelona tomar o segundo gol
Não se limitou aos minutos iniciais as dificuldades encontradas pelo Barcelona. Em toda metade do primeiro tempo, a equipe demonstrava marcação bem fragilizada, muito espaçada e sem intensidade na abordagem. Enquanto isso, o Flamengo seguia funcionando nas saídas de bola com Arão. Aos 25 minutos, saiu mais um gol do rubro-negro com boa construção coletiva e frutos da escalação feita pelo técnico catalão.




Pedro fez o pivô na direita, tocou para Everton Ribeiro e fez o lançamento buscando Arrascaeta pelo centro, que teve bastante liberdade para finalizar e marcou, sem grandes dificuldades. Cabe ressaltar também que o Flamengo alternava o 4-1-4-1 para o 4-2-3-1, com Gerson na ponta esquerda, Everton na direita, Arrascaeta por dentro e a dupla Thiago Maia e Willian Arão como volantes.


  • Pequena falha na recomposição quase concede gol aos equatorianos
Em falha muito rara da equipe rubro-negra, o Barcelona quase conseguiu diminuir a desvantagem em seu primeiro lance de perigo no 1º tempo. Completamente sozinho, Arroyo recebeu com bastante liberdade no lado esquerdo, invadiu a área sozinho e bateu com curva na bola, passando muito perto.




O erro nesta jogada foi do zagueiro Thuler, que fechou demais na recomposição da linha de quatro defensores e deixou o lado direito muito exposto, uma pequena distração. Arroyo, principal jogador do Barcelona, poderia ser fatal caso oportunidades novas surgissem.

Nos últimos minutos do 1º tempo, o Barcelona incomodou consideravelmente os rubro-negros e tiveram uma segunda oportunidade muito clara de gol, finalizando três vezes nos últimos 10 minutos.



Em disparada de Damian Díaz pelo lado direito em contragolpe, Colmán recebeu o cruzamento e ficou de frente para o gol. Arrascaeta acompanhou a jogada e salvou o Flamengo, que estava com falta de jogadores no arranque dos contra-ataques dos equatorianos pela reta final.


  • Setor defensivo falhou de novo e o Barcelona descontou
Se o Flamengo encontrou facilidades para abrir o placar no 1º tempo, o Barcelona conseguiu marcar rapidamente no início da segunda etapa na conclusão do meia Emmanuel Martínez. Faltou sobra na marcação durante a bola longa que ocasionou o gol.




Arroyo chegou na esquerda e fez o passe, Colmán dominou e serviu para Martínez descontar dentro da área com certa liberdade. O atacante bateu firme e diminuiu a desvantagem na falha de Rodrigo Caio. Leo Pereira e Renê estavam em linha e também demonstraram desatenção na marcação.

  • Jogo mais aberto e mudança tática no Barcelona
Em seguida, o Flamengo teve chance clara de marcar o terceiro gol no chute de Pedro dentro da área, que parou na defesa do goleiro Burrai. Sinal de que o jogo ficaria mais aberto em relação ao fim do 1º tempo.

Aos sete minutos, um novo panorama para a equipe treinada pelo técnico Fabian Bustos com duas trocas. Aimar e Arroyo saíram para as entradas de Gabriel Marques e Jonatán Alvez, um centroavante com mais presença de área para tentar ocupar mais a área do rubro-negro, devido aos espaços encontrados desde a reta final do 1º tempo. O Barcelona saía então do 4-2-3-1 para o 4-4-2.




Acima, a primeira oportunidade de Jonatan Álvez, que avançou pela esquerda e acertou um excelente chute de fora da área que passou muito perto do gol.

  • A situação se inverteu: filme repetido
Repare nesta jogada e perceba como a bola levantada por Vallecilla foi dominada por Martínez com pouco espaço dentro da área, conseguindo passar por Léo Pereira e acionando Colmán na pequena área, que tocou fraco na bola e parou em Rodrigo Caio, numa clara chance desperdiçada.




Assim como tem acontecido em jogos anteriores, o Flamengo perde intensidade quando sofre um gol. A defesa, que já estava exposta, acabou permitindo mais espaços (principalmente no lado direito), e as alterações de Busto renderam positivamente ao Barcelona.

Enquanto isso, os rubro-negros conseguiam chances individuais, mas seguia desperdiçando gols praticamente feitos, lembrando um problema que ficou evidente no clássico contra o Fluminense no Brasileirão nas conclusões, como neste lance, em que a bola passou por Gerson dentro da área.

Com 20 minutos restantes, Pedro teve que deixar o campo por sentir caimbras. Lincoln foi acionado por Torrent, na troca de atacantes Além disso, Ramon entrou no lugar de Thuler. No Barcelona, houve troca de volantes: Quintero e Oyola entraram nos lugares de Piñatares e Orejuela.

  • Flamengo consegue vitória dramática, com asteristicos
Gérson estava tentando controlar a bola e Lincoln acabou entrando mal na partida, não conseguindo corresponder às suas funções. A sorte do Flamengo é que o jogo perdeu intensidade nos minutos finais e o Barcelona estava sem nenhuma organização nas ações ofensivas. Passou a reta final do jogo pressionando e finalizando, mas sem objetividade e concentração, tentando definir nos cruzamentos e no chamado "abafa", muito devido à situação na tabela de classificação.

Desta forma, o Flamengo conseguiu arrancar uma vitória importantíssima e complicada no Equador. Depois de ter dominado o 1º tempo praticamente todo, acabou sofrendo mais do que deveria. A estratégia deu certo no início, mas acabou superado na segunda etapa com muitos problemas defensivos, principalmente pela direita.

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