Tricolor paga caro pelas insistentes falhas e limitações - Análise tática de River Plate 2 x 1 São Paulo - 5ª Rodada da Fase de Grupos da Libertadores 2020

Transição defensiva nos contra-ataques mata o São Paulo diante do River Plate do meia Julian Álvarez, o algoz tricolor na eliminação da LibertadoresFazendo upload: 294912 de 1844018 bytes.


Em partida decisiva pelo Grupo D da Libertadores, o São Paulo entrou em campo para jogar a permanência na competição continental contra o River Plate, precisando vencer no estádio que leva o nome da competição para se manter vivo.


ESCALAÇÕES INICIAIS


ANÁLISE TÁTICA

  • Estratégias iniciais
Nos primeiros minutos, o São Paulo exerceu pressão inicial para tentar surpreender o River, investindo nas jogadas de velocidade pela ponta direita e na inversão de lado para antes da infiltração na área. Contudo, a transição defensiva estava apresentando problemas rapidamente, mostrando que os contra-ataques do River poderiam ser mortais. A equipe argentina, além de pressionar as saídas da equipe paulista, trocava muitos passes com toques rápidos e oferecia perigo constante.

  • São Paulo sendo castigado cedo demais
Foram necessários apenas 10 minutos de jogo para o São Paulo levar o primeiro gol da partida, em uma triangulação espetacular do River Plate que envolveu o setor defensivo. De La Cruz toca para Julián Álvarez (que carregou a bola após falha de Dani Alves) com espaço para dominar e chutar, marcando seu 6º gol em 29 partidas no clube.




O São Paulo não pressionava para roubar a bola rapidamente e a defesa sofria para acompanhar os adversários no ataque argentino. Mesmo com todos os dez jogadores de linha em seu campo, permitiu espaço para o River Plate concluir a jogada e marcar o primeiro gol.

  • Transição deficitária em mais um momento de desespero
Quatro minutos depois, em saída de contra-ataque, o River Plate desperdiçou uma chance clara de ampliar a vantagem. Ignácio Fernández chegou sozinho pelo lado direito e exigiu boa defesa do goleiro adversário. Repare na aproximação do River na área, que termine o lance com cinco jogadores. Fernandéz iniciou a jogada com o lançamento para Borré e percorreu o campo inteiro para chutar no gol de Volpi, surpreendendo o goleiro tricolor. No meio deste tempo, De La Cruz surge com total liberdade pelo lado direito no momento em que Borré era pressionado.








A equipe tricolor era envolvida pelos argentinos, que retornaram neste mês depois de seis meses sem nenhuma atividade futebolística, mas que ainda assim mantinha algumas de suas características principalmente em relação à movimentação e toques rápidos.

  • Jogada ensaiada: Respiro necessário no jogo
A situação era complicada para o tricolor paulista, mas a equipe conseguiu empatar a partida quando mais precisava, na bola parada aos 25 minutos. Reinaldo cobrou e Diego Costa subiu no meio dos zagueiros para empatar a partida.






Os méritos por esta jogada devem ser creditados ao treinador Diniz por ser uma jogada ensaiada na primeira trave, mas contou também com falhas dos argentinos. Pinola e Borre deram espaço para uma bola baixa e Diego Costa subiu com tranquilidade para empatar a partida. São Paulo ainda tinha dificuldades, mas conseguiu diminuir a velocidade do jogo.
  • Tricolor se complica no contra-ataque e River não perdoa
Em mais um contra-ataque e a transição defensiva do São Paulo falhou novamente. Desta vez, o River não perdoou e explorou a velocidade para conseguir marcar o segundo gol, aos 36 minutos do 1º tempo.




Julian Alvarez inicia a jogada e arranca pelo campo inteiro, aciona Suárez pela esquerda e faz a infiltração na área com habilidade, passando por Diego e rolando para Alvez receber. Foi lançamento nas costas dos laterais novamente, com muita tranquilidade pelo artilheiro e por Nacho Fernández durante o jogo.

  • Brenner: Diniz mexe pensando em deixar o São Paulo mais rápido
Para o segundo tempo, Fernando Diniz mexeu na equipe e na formação tática, acionando o atacante Brenner no lugar do meia Hernanes. A ideia era ter posse de bola foi deixada de lado para adotar estratégia da velocidade, principalmente nas pontas. Brenner dá velocidade, poderia ajudar nas saídas de contra-ataque e na pressão da saída de jogo dos argentinos.



Entretanto, nos primeiros 15 minutos a situação não mudou muito pois, neste período de tempo, o River foi quem conseguiu ameaçar o São Paulo novamente em jogada de Suárez e Borré. O São Paulo passou a ocupar mais o campo de ataque contra um River mais defensivo e posicional, esperando um contra-ataque oportuno.

  • Liberdade de Reinaldo no quase empate do São Paulo
Apenas aos 23 minutos, tivemos a primeira boa jogada do São Paulo no 2º tempo. Reinaldo (que teve uma boa participação na segunda etapa e incomodou bastante o lado direito defensivo dos argentinos se posicionando bem na movimentação) aproveitou mais um momento de liberdade e cruzou na pequena área após tabelar com Vitor Bueno e se infiltrar na área antes de receber o segundo passe. A bola não entrou no gol porque ninguém estava próximo do lance.


Logo após o lance, o chileno Paulo Diaz foi acionado por Galhardo, um zagueiro que joga em todas as posições da defesa. Reinaldo com liberdade e precisava receber mais pressão no lado esquerdo no campo de ataque do tricolor. River chegava pouco, mas ainda conseguia controlar o tricolor.

  • A última chance antes da eliminação
Aos 33 minutos do 2º tempo, Tréllez foi acionado no lugar de Pablo que mais uma vez teve atuação discreta em um jogo importante para o São Paulo. Aos 39 minutos, dele a chance final do tricolor paulista para seguir na Libertadores.




A bola sobrou para Tréllez após Brenner bater de primeira e Armani defender. O gol estava aberto, mas a bola desviou em um zagueiro que salvou o River Plate de sofrer o empate.

  • Conclusão
O São Paulo poderia tentar cadenciar o jogo n o 1º tempo, mas não conseguiu. Conseguiu criar chances claras mas foi insuficiente. A diferença técnica ficou notável na eliminação do São Paulo, o primeiro brasileiro à ter caído na fase de grupos.

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